Não espere pelos sintomas para agir!
Doença Arterial Periférica (DAP)
Ao longo da vida, as artérias podem sofrer um processo chamado de aterosclerose, no qual placas de gordura se formam na parede desses vasos, obstruindo parte ou totalmente o fluxo de sangue. Assim, os órgãos que recebem sangue das artérias podem sofrer com a redução do fluxo de sangue.
Por ser uma doença de progressão lenta, o organismo muitas vezes consegue se adaptar com o desenvolvimento de outras artérias menores (circulação colateral) e com a adaptação das células a uma oferta menor de oxigênio.
Um paciente com obstrução crônica das artérias das pernas pode não ter nenhum sintoma (ou seja, ser assintomático), caso essa obstrução seja pequena (parcial) ou a circulação alternativa tenha se desenvolvido bastante.
O tabagismo constitui o principal fator de risco para doença arterial obstrutiva periférica. Outros fatores importantes são pressão alta, diabetes e aumento do colesterol.
O diagnóstico é feito através do exame físico pela palpação dos pulsos ou identificação dos mesmos pelo Ultrassom doppler de ondas contínuas e se necessário realização de exames complementares com ultrassom doppler arterial, angiotomografia ou angiorressonância.
É uma doença que não tem cura, mas existem tratamentos e mudanças de estilo de vida que ajudam a controlar sua progressão.
Isso pode incluir:
- Mudanças no estilo de vida com uma dieta saudável, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis, além de limitar a ingestão de gorduras saturadas, colesterol e sódio. O exercício físico regular e cessar o tabagismo também são importantes para o manejo desta doença.
- Alguns medicamentos podem ser prescritos para controlar os fatores de risco, medicamentos para controle da hipertensão arterial, estatinas para controle de colesterol alto e medicamentos para o controle de diabetes.
- Dependendo da gravidade da doença é indicado o tratamento cirurgico através da Revascularização arterial, onde a artéria estenosada ou ocluída, tem seu fluxo sanguíneo restabelecido através da endarterectomia ou by-pass (ponte) para as artérias distais desta obstrução.
DIAGNÓSTICO EFICAZ: Exame físico e exames de imagem, como ultrassom Doppler, angiotomografia ou angiorressonância, são fundamentais para identificar a doença.
TRATAMENTO PERSONALIZADO: Inclui mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos para controle de fatores de risco e, em casos avançados, cirurgias de revascularização para restaurar o fluxo sanguíneo.
ESTILO DE VIDA: Adote um estilo de vida saudável com dieta equilibrada, exercícios regulares e abandono do tabagismo.
PERIODICIDADE: Realize avaliações regulares para diagnóstico precoce e acompanhamento eficaz.